sábado, 31 de julho de 2010


Siga o Som - Comunidade de Jesus SBC


Alguns momentos são especiais e hoje será um destes momentos pra mim. Metido a técnico de som, já fiz muitos eventos, shows, cultos, e logo mais meu FILHO LUCAS fará o seu primeiro evento como operador de som: SIGA O SOM (três bandas interessantes, Ju Bragança, Crombie, Denis Campos).

Orgulho do pai, não porque estará a frente de uma mesa de som, muitos botões, fios, musicos, instrumentos, mais sim porque ele estará lá, com responsabilidades, talento e tenho certeza que apesar do frio na barriga irá tirar de letra.

Meu Lucas, você tem feito minha vida especial.

Valeu!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"...ando devagar porque já tive pressa..."
Quando estava indo para empresa, pela manhã, o clima meio estranho, o trânsito bem interessante (para não dizer intenso) e a viagem longa. As musicas que passavam no rádio não soavam no tom certo, ou era somente meus ouvidos que não estavam em sintonia, tudo meio que conspirando para o caos, se é assim que posso chamar. Alguns dias me parecem mais improdutivos que outros. Acho mesmo que é o "stress". Nunca ouvi meu avô dizendo esta palavra...

Paciência
Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Este texto foi escrito pela minha digníssima esposa, atriz, escritora... magnífico.

Piolhos
por Kelly Guimarães
o cheiro do vinagre morno que embebido no algodão a mãe passava, na minha cabeça apenas, pois menino não pega piolho, tem cabelo curto, e esfregava no cucuruto para funcionar melhor, ardia nos olhos e nas narinas. mas o cheiro do vinagre morno me remete aos oitos anos de idade que eu existia numa década que se foi e numa vida que era cheia de vida e que só tinha fome, sede, sono, dor de barriga, medo de escuro, coceira, vontade e alegria.
a vida era sentida, era existida, mas eu não sabia que sentia a vida, não sabia que existia, eu não sabia nada! só tinha a alegria e a satisfação de comer, dormir, coçar, brincar, e viver sem tempo.
naquela época, o desejo sem saber que desejava, era de alcançar o dia seguinte para fazer tudo outra vez, tudo igual do mesmo jeito, os mesmos desenhos na tv, as mesmas brincadeiras, o mesmo lanche comido na pia de mármore bem branquinha que a mãe alvejava com cloro; acontecimentos que eram bons justamente porque eram iguais, e o igual eram todas as coisas que ansiávamos porque traziam satisfação e eram esperadas.
naquele tempo, sem saber-se tempo, eu não perguntava o que era felicidade, eu não perguntava se era feliz: eu era, eu não elucubrava, vivia apenas. e esta vida apesar do vinagre morno era boa, como céu em fim de tarde, como água fresca, como cheiro de bolo assando.
não sei quando foi que a infância acabou, em que tarde das férias de julho, em que copo de leite com café, apenas sei que restou o cheiro do vinagre a me fazer lembrar os dias bons que alimentam quem eu hoje sou, mesmo que agora me furte a pergunta sobre o que é a felicidade, entre outras tantas mais que tive não sei por que razão necessidade de perguntar. havia o sobrado amarelo e a enorme cozinha, a tv em cores, a rua de paralelepípedos, os formigueiros na calçada, o saquinho de leite tipo c e o lanche comido na pia de mármore as sextas-feiras, dia de faxina, as crises de asma, a bandeja com seis danones, três para mim, três para meu irmão, uma vez por mês.
depois a mãe cortava meu cabelo “channel”, pois assim ficava mais fácil retirar as lêndeas, tinha também o barulho da latinha amarela de “neocid”, um pó branco e venenoso que a mãe usava para matar os piolhos e abafava a cabeça com um pano, o pó era eficiente ou os bichos morriam de asfixia, matava tudo, quase mata as crianças meu deus! e tinha que passar a tarde com a cabeça no colo da mãe enquanto ela com suas longas unhas vermelhas tirava lêndeas, e aquilo dava-me sono e eu cochilava.
os dias daquela vida se resumiam a estes eventos: a infestação dos piolhos, o leite com café, três danones e tantas outras singelas e irrefletidas coisas vividas com significado de vida boa, segura e feliz, pois sempre houveram o lanche na pia, os desenhos na tv e os piolhos, e este ciclo ao invés de tédio e angústia dava suporte de esperança, de alegria re-vivida. a vida era tudo e somente isto, sem que a gente se desse conta de que estava crescendo, porque se a gente entendesse estas coisas que entendemos agora, não lembraríamos do que agora me lembro.
vieram habitar minha cabeça, não mais piolhos, agora ando tendo idéias, idéias umas, que coçam e fervem na mente da gente feito piolhos. é isto, ser adulto e ter consciência e medo, e um buraco, e por mais que me esforce, já não gosto tanto de danone, embora o café com leite ainda seja meu ritual preferido, mesmo sem pia de mármore e sem infância. cresci... e não faço a menor idéia do que seja isto, só sei de uma falta e de uma vontade, e do esforço de achar ser possível esperar o dia de amanhã para descer até o quintal e brincar de cabelos “channel” e a cabeça limpinha, sem nenhum piolho a me dar coceiras.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Futebol - por que a culpa tem que ser de alguém??

"...falei que este cara era ruim...";
"...o Dunga é burro mesmo...";
"...para lateral eu levaria fulano de tal..."
"...bonito joga a Argentina, Alemanha, Inglaterra,..."

é até engraçado a necessidade que temos em achar o culpado para tudo. Frase como: "falei que isso não ia dar certo..." é mais comum do que imaginamos.
Um bom exemplo é a Copa do Mundo da Africa do Sul. Por falar em Africa, os elefantes, girafas e leões, macacos e indios (aqueles canibais) vieram a minha cabeça sem que eu ao menos pagasse o ingresso do zoo (rs). Praias, shopping center, carros importados, eu nem sabia que existia isso por lá...que preconceito meu...
Bem, voltemos em achar culpados. Primeiro falamos mal da convocação (sempre falta alguém), então, com os nossos avançados estudos de estrategia futebolistica,
nosso vasto conhecimento em gestão de atletas, fazemos a avaliação de cada jogador escalado e cada posição dentro de um time, muitas vezes sequer já chegamos
perto de uma bola ou campo de futebol, mesmo assim, aquele cara que já havia ganhado todos os campeonatos que participara enquanto técnico e que quando jogador
era querido por muitos, logo tinha a alma de um guerreiro, um xerife no meio campo, "... não é muito driblador, mais sua garra supera isso...", agora, após aquela lista, e que lista, parece que o Brasil virou uma convensão de técnicos de futebol, o cara não é mais nada, ou melhor, é tanta coisa, menos o técnico de futebol... É o culpado, achamos o culpado pelo fracasso dequele time...mico...timico....ou será que o clima não ajudou, não, acho que foi a concentração sem a familia, mulheres e amigos,carros importados, caros, sair as compras, muambas..."não pagaremos impostos e nem seremos barrados pela policia federal mesmo, lembra de 2006...rssss...
No final das contas pediremos umas cervejas e tudo voltará ao normal, é até triste, me fizeram acreditar que agora daria certo. Nem o futebol está dando certo, e ainda dizem que somos um país em desenvolvimento... nem vou entrar no mérito da questão, deixemos para outro dia.....
Ah... e o culpado, quem foi o culpado, se é que tem um.... o que, uma pizza, tem "a moda da casa", pode ser...